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      Passaporte de Macau perdeu preponderância em 2021

      De 2020 para 2021, o passaporte da RAEM desceu dois lugares do ranking dos passaportes mais poderosos do mundo, passando da 33.ª para a 35.ª posição. Portugal continua no top-10. China também desceu duas posições para o 72.º lugar. Na lusofonia, Angola continua a ser o pior passaporte dando apenas entrada em 50 países. O índice é da Henley & Partners.

      O Henley Passport Index, que periodicamente classifica os melhores passaportes do mundo, acaba de publicar o seu último ranking relativo a 2021 que, no entanto, não leva em consideração eventuais restrições temporárias devido à pandemia de Covid-19.

      Macau desceu duas posições no referido ranking passando da 33.ª para a 35.ª posição com acesso sem visto ou com visto à chegada em 144 países. Na Grande China, a República Popular da China é quem tem o pior passaporte. O país também desceu duas posições em um ano ocupando agora a 72.ª posição com acesso a somente 79 países (75 países em 2020). Hong Kong, em sentido contrário, é o melhor passaporte, com entrada em 171 países (170 no ano passado), mantendo a 19.º posição de 2020. Taiwan também desceu duas posições para a 34.º posição com entrada em 145 países.

      Na esfera da lusofonia, o melhor passaporte é o português. Portugal encontra-se, como já vem sendo hábito, no top-10, tendo inclusive subido uma posição face a 2020 (encontra-se no quinto lugar do ranking juntamente com Suécia, França, Holanda e Irlanda (187 destinos). Depois surge o Brasil na 20.ª posição e acesso a 170 países. Timor-Leste surge na 62.ª posição, tendo caído cinco posições face a 2020, com entrada em 93 destinos (menos um do que no ano passado). Seguem-se Cabo Verde na 82.ª posição, tendo igualmente descido cinco lugares (66 países), Moçambique na 86.ª posição (62 países), São Tomé e Príncipe na 88.ª posição (60 países), Guiné-Bissau na 96.ª posição (52 países) e, surpreendentemente, Angola – continua a ser o pior da lusofonia – a ocupar a 98.ª posição. O passaporte do país das palancas-negras só dá acesso a 50 destinos.

      O Japão continua de pedra e cal no topo da classificação, que desta vez partilha com Singapura, que estava em segundo lugar em 2020. Ambos os passaportes oferecem acesso sem visto ou com visto à chegada em 192 destinos. Alemanha e Coreia do Sul ocupam agora a segunda posição (com 190 países) e a fechar o pódio surgem a Finlândia, Itália, Luxemburgo e Espanha (com 189).

       

      Pandemia continua a ser pesado fardo. Procuram-se alternativas económicas

      Devido à pandemia de Covid-19, diversos países em todo o mundo estão a entrar novamente em confinamento. E mesmo quando as restrições diminuírem, é mais do que provável que, por requisito prévio, nos próximos tempos quem viaja seja obrigado a ser vacinado contra a doença.

      “Se quisermos reiniciar a economia global, é fundamental que as nações desenvolvidas incentivem os fluxos de migração interna, em vez de persistir com restrições obsoletas. Os países com recursos precisam preparar as suas economias para o futuro, atraindo e dando as boas-vindas à próxima geração. É fundamental que as nações avançadas considerem a revisão da sua abordagem actual um tanto exclusiva para o resto do mundo, reformar e adaptar-se para superar a competição e não perder a oportunidade de aproveitar o potencial”, afirmou Christian H. Kaelin, presidente da Henley & Partners, em nota de imprensa.

      Já Juerg Steffen, director-executivo da Henley & Partners, assumiu na mesma nota que num momento de grande incerteza como o que se vive actualmente, os programas de migração de investimentos oferecem uma fonte inestimável de estabilidade. “Para os países que podem oferecer esses programas, a segurança que eles oferecem actua como uma salvaguarda contra a volatilidade económica que continua a causar estragos em todo o mundo. Para mais e mais pessoas, é evidente que adquirir uma segunda cidadania ou residência alternativa, ou ambos, é um alicerce fundamental para um futuro seguro e estável.”

      O Henley Passport Index é baseado em dados fornecidos pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e cobre 199 passaportes e 227 destinos de viagem.

       

      Os melhores passaportes de 2021

      1. Japão e Singapura (192 destinos)
      2. Alemanha e Coreia do Sul (190)
      3. Itália, Finlândia, Espanha e Luxemburgo (189)
      4. Dinamarca e Áustria (188)
      5. Suécia, França, Portugal, Holanda, Irlanda (187)
      6. Bélgica, Nova Zelândia e Suíça (186)
      7. Estados Unidos da América, Reino Unido, Noruega, República Checa, Grécia e Malta (185)
      8. Austrália e Canadá (184)
      9. Hungria (183)
      10. Lituânia, Polónia e Eslováquia (182)

      Os piores passaportes de 2021

      1. Afeganistão (26 destinos)
      2. Iraque (28)
      3. Síria (29)
      4. Paquistão (31)
      5. Iêmen (33)
      6. Somália (34)
      7. Territórios palestinos e Nepal (37)
      8. Coreia do Norte (39)
      9. Líbia, Kosovo e Bangladesh (40)
      10. Sudão, Sri Lanka, Líbano e Irão (41)