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      Autoridades sanitárias mudam regras da testagem em massa a meio do jogo  

      A testagem em massa foi anunciada para três dias, até às 21h de hoje, mas ontem, na habitual conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, os Serviços de Saúde anunciaram que ao terceiro dia os locais de teste de ácido nucleico disponíveis passam de 41 para apenas seis. “Desonestidade”, questionou um jornalista. Autoridades garantem que não e reiteram uma continua monitorização.

      A terceira ronda de testagem de ácido nucleico em massa foi anunciada na passada segunda-feira para ser realizada em três dias, ou seja, com o período de testes a ser finalizado hoje pelas 21h. Contudo, e apesar de na altura o director dos Serviços de Saúde, Alvis Lo, ter deixado o desejo de realizar a ronda em 48h, nunca até ontem ao final da tarde foi dito que ao terceiro dia as condições de testagem mudavam drasticamente, com a diminuição dos locais de realização de teste de 41 para apenas seis. A justificação dada ontem pelas autoridades é de que a maioria da população local já fez o teste.

      Um jornalista, durante a conferência de imprensa, ainda referiu “falta de honestidade” por as autoridades nunca terem sido suficientemente claras durante o processo, alterando as regras ao segundo dia. Os Serviços de Saúde rebatem a crítica e reiteram que continuam a monitorizar o processo de testagem, tendo o médico Tai Wai Hou, coordenador do plano de vacinação do território, apelado ao público para que se esforçasse para concluir os testes antes das 21h desta quarta-feira, ao segundo dia de testes designado.

      Hoje, até às 21h, apenas estarão abertos os postos de testagem montados no Estádio dos Trabalhadores da Federação dos Sindicatos, no Centro Cultural, no Fórum de Macau, no Centro de Actividades do Patane, no Centro Desportivo Mong-Há e no Centro Desportivo Olímpico da Taipa.

      Tai Wai Hou explicou aos jornalistas que os residentes podem ir aos locais de testagem e fazer o teste sem hora marcada, apenas e só, “se o período de espera for inferior a 15 minutos”, sendo que o médico aconselha a marcação prévia.

      A cidade está actualmente a realizar a sua terceira acção de teste em massa depois de quatro novos casos confirmados terem sido relatados desde 4 de Outubro, aparentemente relacionados ao surto de quarentena em hotéis que levou à operação anterior de teste em massa no final de Setembro.

      Até às 16h de ontem, mais de 610 mil pessoas procederam à marcação prévia do teste de ácido nucleico, 577.508 pessoas foram testadas, das quais 453.221 deram resultados negativos. Ainda assim, durante o dia de ontem, duas amostras mistas de 10 testes revelaram resultados preliminares positivos. “Realizámos depois 20 testes individuais que deram todos resultados negativos. Pelo sim, pelo não, exigimos a estas 20 pessoas que façam um período de autogestão de saúde e vamos continuar a monitorizá-los de perto”, assegurou a médica Leong Iek Hou, coordenadora do Núcleo de Prevenção e Vigilância da Doença.

      Tai Wa Hou reiterou que todos os casos positivos registados são considerados casos importados ou casos conexos importados, mesmo que a transmissão tenha sido feita localmente, como sucedeu com as últimas infecções. “O caso importado conexo é um caso de Macau, mas que tem origem num caso importado. Quando não se consegue encontrar a origem, nem verificar qualquer conexão com um caso importado, é que se pode classificar como um caso local”, explicou o médico.

       

      Doumen, em Zhuhai, cataloga Macau como zona de médio/alto risco

      O distrito de Doumen da cidade vizinha de Zhuhai emitiu ontem de manhã um anúncio em que coloca Macau no mapa como uma zona de médio/alto risco de infecção por SARS-CoV-2. Aquela zona exige que qualquer pessoa que tenha viajado de Macau para Doumen desde 19 de Setembro se apresente às autoridades o mais rápido possível, realizando um teste de ácido nucleico.

      O anúncio lembra ainda aos cidadãos do distrito que se não for necessário num futuro próximo, devem evitar deslocar-se para zonas de risco como Macau. O 72.º caso confirmado na RAEM é um residente desta área.

      Tai Wa Hou já rejeitou que os recentes casos positivos possam fazer de Macau uma região de médio ou alto risco aos olhos das autoridades do continente, no entanto as autoridades locais “só podem aceitar a decisão”. “Cada zona tem as suas próprias medidas de combate à pandemia”, defendem as autoridades.

      Está em vigor em Zhuhai uma quarentena de 14 dias, desde o passado dia 26 de Setembro, para pessoas vindas de Macau. Outros distritos, como Gongbei, Jida, Qianshan e Hengqin também realizaram testes em massa ontem.

      As autoridades foram ainda questionadas se haverá lugar a obrigatoriedades de uso de máscara e consequentes punições caso essa obrigatoriedade não for acatada. Leong Iek Hou acalmou as pessoas para esse cenário. “O uso de máscara é muito, mas muito importante para a protecção individual. Sanções para quem não usa é uma situação que deve ser ponderada. O caminho é a consciencialização da população”, admitiu a médica.

       

      Vacina obrigatória para quem chega a Macau

      Uma das novas medidas que iniciam hoje é a vacinação obrigatória para qualquer pessoa com direito de residência em Macau que viaje com destino à RAEM. Ao mesmo tempo, explicaram ontem as autoridades, os residentes que regressem vindos de áreas de risco e que tenham sido vacinados fora da cidade devem comunicar os seus dados de vacinação para que possam ser carregados no seu código pessoal de saúde. “Existem diferentes tipos de vacinas que as pessoas podem tomar fora de Macau e não podemos mostrar todos esses detalhes no nosso sistema. Não temos a capacidade de interconectar dados de autoridades de saúde no exterior”, explicou Leong Iek Hou.

      Todos os indivíduos com mais de 12 anos devem apresentar um certificado válido que ateste a vacinação das duas doses contra a Covid-19, que deve ter ocorrido pelo menos 14 dias antes da viagem. Aqueles que não podem ser vacinados devem apresentar um certificado válido emitido por uma agência certificada e reconhecida pela embaixada ou consulado chinês na área de onde vem.

      As pessoas provenientes de países ou regiões consideradas de “alto risco” terão de apresentar três testes com resultado negativo à Covid-19, realizados nos sete dias anteriores ao embarque com destino ao território.

      A medida aplica-se a indivíduos provenientes do Bangladesh, Brasil, Camboja, Índia, Indonésia, Irão, Nepal, Paquistão, Filipinas, Rússia, África do Sul, Sri Lanka, Tanzânia e Turquia. Os viajantes provenientes de outros países devem apresentar o certificado negativo do teste de ácido nucleico realizado até 48h antes.