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      Início Sociedade Turismo: Macau foi o território mais afectado pela Covid-19 em 2020

      Turismo: Macau foi o território mais afectado pela Covid-19 em 2020

      Com uma diminuição de cerca de 85% do número de turistas no ano passado, a região administrativa especial da China lidera o top 10 dos países ou regiões mais afectados pela crise global que tem vindo a dificultar a vida ao mundo e, em particular, à indústria turística. Portugal ocupa a oitava posição.

      A página na Internet da agência de viagens Next Vacay fez um levantamento dos destinos turísticos mais populares do mundo que foram fortemente atingidos pela pandemia de Covid-19 e elaborou um ranking, explicando como foram afectados. O que descobriu foi uma série de perdas económicas surpreendentes, milhões de visitantes e centenas de milhares de empregos perdidos. Macau, com uma quebra de cerca de 85% do número de turistas, lidera o ranking.

      A Next Vacay escreve que Macau é um destino cujo PIB depende do sector do turismo em cerca de 72%, referindo que o território passou de 3,28 milhões de visitantes mensais em 2019 para uma média de 491.419 por mês em 2020, o que representa uma queda de 85,04%, “um número que dizimou muitas empresas locais que tanto anseiam por um afluxo de turistas”, acrescenta a empresa de viagens.

      Fortemente impactada, a RAEM perdeu muito com o dinheiro que vem do turismo, assume a Next Vacay. “Macau, uma região arquitectonicamente deslumbrante com edifícios incríveis, vida nocturna e cultura. Essas e outras atrações trouxeram em média 3,28 milhões de turistas por mês em 2019, contribuindo com 72% da receita da região. Quando um orçamento tão grande acabou sendo arrancado das suas mãos, a população local ficou com pouco e agora precisa desesperadamente de você para fazer as malas e fazer a viagem”, escreve a empresa, desconhecendo, com certeza, que, por agora, as restrições de entrada em Macau são muitas, uma vez que promete viagens a preços simpáticos para o destino.

      O PONTO FINAL tentou obter uma reacção oficial da Direcção dos Serviços de Turismo, mas não foi possível até à hora de fecho desta edição.

      Macau não foi o único ponto de acesso fortemente atingido por uma queda no número de pessoas. Também Portugal, a ocupar a oitava posição do ranking elaborado pela agência de viagens, viu os seus turistas caírem 74% em 2020. Contudo, no relatório final da empresa, o país luso não mereceu um destaque especial devido à perda.

      Em termos de perdas financeiras gerais, a Tailândia ocupa um lugar nada invejável no ranking. Com uma queda de 83% no volume de visitantes durante 2020, o país perdeu cerca de 109 mil milhões de patacas. Em condições consideradas normais, o turismo é responsável por cerca de 21% do produto interno bruto da Tailândia.

      Destaque ainda para as Filipinas que, em 2020, se encontravam numa situação complicada, deparando-se com uma queda de 82% nas chegadas de visitantes. A economia do país perdeu cerca de 78 mil milhões de patacas em receitas no ano passado. Em tempos pré-pandémicos, o turismo conseguia produzir 25% do PIB do país.

      Também a Malásia, com menos 83% de visitantes no ano passado, perdeu 73 mil milhões de patacas com a diminuição drástica do fluxo de turistas, já que a sua contagem mensal de visitantes caiu de 2,17 mil milhões em 2019 para cerca de 360 mil em 2020.

      A Next Vacay escreve ainda que, em alguns pontos turísticos, os moradores que dependem de um fluxo regular de turistas para sobreviver começaram a rabiscar mensagens na areia, como “S.O.S.”, “Help” e “We Need You”.

      As restrições às viagens estão a diminuir a passo de caracol e mais pessoas começaram a viajar novamente, contudo, escreve a agência de viagens, “vale lembrar que alguns destinos precisam mais do dinheiro do turismo do que outros”. “Sem turistas, não há empregos. A indústria do turismo é mais do que apenas vendedores de destinos de praia e hotéis, mas também representa lugares como restaurantes, lojas de presentes, serviços de táxi e museus, entre outras coisas. Todos estão a perder uma fonte de rendimento insubstituível”, nota ainda a Next Vacay.

       

      Diminuição do número de visitantes (top 10)

      Macau                      85%

      Chipre                      84%

      Malásia             83%

      Tailândia           83%

      Filipinas            82%

      Maurícias           77%

      Nova Zelândia           74%

      Portugal            74%

      Sri Lanka          73%

      Grécia                      72%