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      Hengqin vai proporcionar mais facilidade de passagem fronteiriça aos residentes chineses de Macau

      Na última, para já, de três rondas de esclarecimentos sobre o Projecto Geral de Construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, as autoridades locais revelaram como se processará a passagem para a outra margem. O plano de cooperação aprofundada admite uma autorização total para todos os veículos de Macau no futuro circularem em Hengqin, mas Wong Sio Chak não se comprometeu e não forneceu um prazo para tal.

      Apesar das facilidades para locais na passagem da fronteira de Hengqin, a política de entrada para estrangeiros deve permanecer a mesma na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau a ser criada na ilha de 106 quilómetros quadrados. A explicação foi dada ontem pelo secretário para a Segurança da RAEM, Wong Sio Chak, na última de três rondas de apresentação sectorial do projecto.

      É certo que as autoridades vão facilitar ainda mais a circulação de pessoas, veículos e mercadorias entre Macau e Hengqin, mas as actuais políticas que proíbem os residentes de Macau de nacionalidade estrangeira de entrarem na área permanecerão em vigor, o que significa que os residentes de Macau não chineses terão de requerer vistos para entrar na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. Contudo, o secretário para a Segurança admitiu poderem vir a ser “considerados ajustes no futuro”, apesar destas serem as “medidas em todo o país”.

      Na mesma sessão, Wong Sio Chak apresentou ainda as linhas gerais sobre a passagem fronteiriça facilitada, inclusive a política de gestão de “liberalização na primeira linha e controlo na segunda”, bem como a política de entrada e saída de veículos de matrícula única de Macau em Hengqin. O responsável pela tutela revelou que será instalado um escritório especial para vistos no posto fronteiriço de Hengqin para solicitações imediatas de visto para Zhuhai, semelhante ao que existe nas Portas do Cerco.

      Neste momento, de acordo com dados oficiais, cruzam a fronteira da ilha da Montanha cerca de 600 mil pessoas, sendo que 38% deste valor representa os trabalhadores não residentes, 26,4 visitantes, também 26,4 residentes de Macau e 8,6 chineses da China continental que estudam em estabelecimentos de ensino superior de Macau.

      As autoridades revelaram que, em 2022, é esperado que a construção da passagem para o acesso norte da Ponte Flor de Lótus, a segunda secção da plataforma de tráfego e área de inspecção para veículos de passageiros e mercadorias sejam concluídas.

      Será criado para o efeito um sistema automático ‘one-stop’ para veículos na fronteira de Hengqin que será capaz de lidar com um movimento diário de cerca de 43 mil viaturas, fez notar a apresentação a cargo do director-geral dos Serviços de Alfândega de Macau, Vong Man Chong.

      O secretário Wong Sio Chak relembrou ainda que as quotas disponíveis para veículos registados em Macau com permissão para conduzir em Hengqin aumentaram de 400 em 2016 para 10 mil este ano. E a tendência será de crescimento gradual.

      Ainda assim, embora o plano de cooperação aprofundada admita uma autorização total para todos os veículos de Macau no futuro circularem em Hengqin, Wong Sio Chak não se comprometeu e não forneceu um prazo para tal. As motos licenciadas em Macau também não estão autorizadas a cruzar a fronteira, mas tal já não é possível nos dias que correm, contudo, o secretário para a Segurança também assumiu que esse pressuposto poderá “talvez mudar no futuro”.

       

      Conexões a bom ritmo

      Desde Março deste ano que estão a decorrer “a bom ritmo” as obras que ligam o Metro Ligeiro de Macau à ilha da Montanha, referiu o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo Arrais do Rosário, que colocou 2025 como o ano de conclusão da obra. A escavação do túnel deverá estar concluída em 2022. “São 2,2 quilómetros de extensão de carris com mais duas estações, HE1 do lado de Macau e HE2 já no Posto Fronteiriço de Hengqin. O túnel terá dois sentidos e permitirá a passagem de quatro carruagens com capacidade para 476 pessoas por carruagem, e com intervalos de 6,5 minutos entre cada viagem”, explicou o coordenador do Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, Lam Wai Hou.

      Raimundo Arrais do Rosário descansou ainda os jornalistas, afirmando que todas as avaliações sobre o impacto ambiental da obra foram feitas. Recorde-se que a zona costeira, caracterizada pela existência de mangais e vegetação endémica, é habitat para diversas aves locais e migratórias.