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      Somos! lança concurso infantojuvenil de contos

      Um concurso literário para crianças é a nova proposta da Somos! - Associação de Comunicação em Língua Portuguesa. A ideia, de acordo com a presidente Marta Pereira, “é o despertar e promover o gosto pela leitura e escrita em língua portuguesa entre os alunos de escolas de países e regiões lusófonos”. A iniciativa será editada, posteriormente, em livro.

      A “Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa” (Somos – ACLP) vai lançar, na próxima quarta-feira, dia 15 de Setembro, um concurso infantojuvenil de contos, com o qual pretende “despertar e promover o gosto pela leitura e escrita em língua portuguesa entre os alunos de escolas de países e regiões lusófonos”. O tema escolhido para a primeira edição é “Era uma Vez o Meu Mar”. “Estamos muito entusiasmados com a ideia em si e pelo feedback que, entretanto, foi sendo transmitido pelos estabelecimentos seleccionados. Um deles já entrou em contacto connosco a informar que tem o conto quase concluído”, começou por dizer ao PONTO FINAL Marta Pereira, presidente da Somos – ACLP.

      A responsável, no entanto, considera que para esta primeira edição “não será fácil divulgar e promover o livro em todos os países da CPLP”, ainda assim revela uma excelente notícia. “Temos de ir passo-a-passo e conscientes. Por exemplo, em Angola, o Ministério da Educação está interessando em que o livro, que será editado português e chinês, faça parte do plano nacional de leitura. Era maravilhoso que conseguíssemos isto noutros países, a começar por Macau. Estamos muito confiantes, todavia esse trabalho de divulgação e promoção só ocorrerá no próximo ano, a partir de Março/Abril, altura em que faremos a apresentação pública aqui no território.”

      A iniciativa está dividida em duas partes, ou seja, cada escola deverá concorrer com um conto original, que poderá ser produzido individualmente ou em grupo. Mais à frente, numa fase posterior, os contos serão distribuídos aleatoriamente por todas as escolas participantes para a criação da respectiva ilustração.

      O valor monetário total do prémio é de 12.500 patacas, destinando-se 7.500 patacas à escola vencedora na categoria de conto e 5.000 patacas à instituição de ensino vencedora na categoria de ilustração. De acordo com a organização, “a iniciativa apela igualmente aos sentidos, criatividade e imaginação dos mais novos ao abarcar uma segunda fase de ilustração desses mesmos contos”.

      Mas afinal como surgiu o concurso que vem juntar-se ao já conhecido concurso de fotografia, a primeira grande iniciativa da Somos – ACLP, que este ano vai para a quarta edição. “Surgiu tendo em conta o objectivo principal da Somos!, que é da dinamização da língua portuguesa em Macau, unindo a China e todos os espaços geográficos onde se fala português”, explicou ao nosso jornal a presidente da associação.

       

      Herança e traços culturais transversais a todo o universo lusófono

      Para Marta Pereira, todas as iniciativas da entidade “focam-se, essencialmente, em conteúdos que mostrem as características de cada local, bem como a herança e traços culturais transversais a todos os países e regiões do universo lusófono”. “Ainda não tínhamos realizado nenhuma actividade escrita, havia várias ideias, mas chegou-se à conclusão de que um concurso alargado a todos os países seria a melhor forma, além disso também é a primeira vez que fazemos algo com o público mais novo. Esta é uma forma de promover a literacia junto dos mais jovens e estimular hábitos de leitura. Além disso, o concurso incentiva a criatividade literária através dos contos e artística com as respectivas ilustrações”, notou.

      O concurso conta com padrinhos de renome internacional nas respectivas áreas, o conhecido escritor angolano Ondjaki e o famoso cartoonista português António Antunes, conhecido apenas por António. Caber-lhes-á, revela a Somos – ACLP na nota de imprensa, “ainda a escolha do conto e da ilustração vencedores, em conjunto com um painel de jurados” que contará ainda com a presença de Nuno Gomes, psicólogo clínico, Olga Pereira, membro da Somos – ACLP, e Sara Augusto, professora do Instituto Politécnico de Macau, na área dos Contos. Para a decisão das ilustrações forma ainda convidados de Rodrigo de Matos, também cartoonista, Susana Diniz, membro da associação, e o artista de Macau, Wesley Chan.

      A iniciativa envolverá a participação de uma escola por cada país/região, num total de nove instituições, sendo a representante de Macau a Escola Luso-Chinesa da Flora. Em Angola, participará a Escola de Aplicação e Ensaio de Luanda; o Brasil será representado pelo Instituto Pandavas Núcleo de Educação, Cultura e Ações Socioambientais de São Paulo; A Escola Básica Eugénio Tavares Achada Santo António, da cidade da Praia, representa Cabo Verde; da Guiné-Bissau surge a Escola EBU Prof. António José de Sousa, localizada em Bissau; a Escola Primária Matchik-Tchik, de Maputo representa Moçambique; Portugal será representado pelo Agrupamento de Escolas “A Lã e a Neve”, da Covilhã; a Associação para Reinserção das Crianças Abandonadas e em Situação de Risco, de São Tomé, representará São Tomé e Príncipe; por último, Timor-Leste será representado pela Escola Portuguesa de Díli – Centro de Ensino e Língua Portuguesa Ruy Cinatti. O concurso destina-se a alunos do 5.º e 6.º anos de escolaridade (10 aos 12 anos) das instituições de ensino participantes, onde o Português é utilizado como língua veicular.

      Posteriormente, a Somos – ACLP publicará os contos em livro, com as ilustrações, com a sua chancela. Os textos serão ainda traduzidos e adaptados para a língua chinesa. A associação também revelou que com o valor arrecadado com a venda dos livros “iremos ajudar as escolas com maiores dificuldades, mas ainda é cedo para se falar nisso”, considerou Marta Pereira.

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