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      Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin “é uma implementação inovadora da política ‘Um País, Dois Sistemas’”

      Esta é a opinião unânime dos participantes de um seminário promovido ontem pela Universidade de Macau. É também opinião geral que o novo projecto traz novas oportunidades para Macau, através de um sistema mais inovador.

      O Centro de Estudos da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Macau (UM) realizou ontem um seminário dedicado ao novo Projecto Geral de Construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, anunciou a instituição de ensino superior em comunicado de imprensa.

      Os participantes, refere a UM, discutiram o plano sob diferentes perspectivas, compartilhando diversas interpretações do documento e propondo sugestões para o desenvolvimento da zona de cooperação. Houve um acordo unânime no seminário que o desenvolvimento da zona de cooperação “é uma implementação inovadora da política ‘Um País, Dois Sistemas’ com características locais distintas”.

      Por isso, informa ainda a universidade, os participantes “expressaram a sua aprovação ao plano” com “sentimentos de encorajamento face às novas oportunidades para Macau trazidas pela zona de cooperação e confiança quanto ao papel positivo que a UM pode desempenhar no processo”.

      A UM desenvolveu-se rapidamente nos últimos anos, constata a própria universidade. “É agora uma das melhores universidades da zona oeste da Grande Baía e a única universidade de Macau a ter um campus em Hengqin”.

      Os participantes do seminário concordaram ainda que com mais espaço, Macau pode alcançar um melhor desenvolvimento através de um sistema mais inovador. Os seminaristas afirmaram que a universidade deve desempenhar um papel de liderança na investigação inovadora, no desenvolvimento de talentos e nos serviços de ‘think tank’, por forma a promover a diversificação da economia de Macau e o desenvolvimento da zona de cooperação. O plano de Pequim para Hengqin e Macau tem, dessa forma, diversas interpretações à luz dos participantes no seminário.

      No que se refere ao conteúdo geral do plano, houve quem afirmasse que o documento gira em torno da promoção da diversificação da economia de Macau, identificando claramente os objectivos de desenvolvimento e o posicionamento estratégico e propondo um mecanismo inovador de gestão conjunta da zona de cooperação, e promete políticas preferenciais abrangentes para Macau.

       

      Tecnologia e Direito

      Já no campo da tecnologia e da inovação, houve quem afirmasse que o Plano Director coloca o sector e a indústria transformadora de ponta no topo das quatro grandes indústrias, enquanto a indústria da medicina chinesa é uma das indústrias de referência em Macau, “com enorme potencial”, referiram.

      Outros defenderam que as principais indústrias identificadas no plano a serem priorizadas se sobrepõem às principais áreas de pesquisa listadas no plano de investigação estratégica da UM, o que cria condições favoráveis ​​para investigadores nessas áreas.

      Nesse sentido, os palestrantes acreditam que a UM deve continuar a desenvolver o seu centro de colaboração indústria-academia em Hengqin e promover a colaboração indústria-academia e transferência de tecnologia em campos de pesquisa importantes, explorando, assim, o vasto mercado do continente.

      Já no campo do Direito, alguns afirmaram que a aplicação das leis e regulamentos civis e comerciais de Macau na zona de cooperação criará novas oportunidades para o desenvolvimento futuro da cidade, o que requer estudos jurídicos comparativos. Alguns defenderam mesmo que “é importante promover estudos jurídicos baseados em dados e a formação de ‘oficiais de dados’ com o auxílio de tecnologias avançadas”.

      No seminário presidido pelo vice-reitor para a Investigação da UM, Ge Wei, os participantes também expressaram opiniões sobre uma ampla gama de outros tópicos relacionados com o projecto, como o de realizar a colaboração internacional no ensino superior na zona de cooperação.

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