Edição do dia

Sexta-feira, 12 de Agosto, 2022
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
céu pouco nublado
26.9 ° C
27.1 °
25.9 °
89 %
2.6kmh
20 %
Sex
28 °
Sáb
30 °
Dom
30 °
Seg
30 °
Ter
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Lusofonia Cidades brasileiras governadas por mulheres registaram quase metade das mortes

      Cidades brasileiras governadas por mulheres registaram quase metade das mortes

      Cidades governadas por mulheres registaram 43,7% menos mortes na pandemia por cada grupo de 100 mil habitantes do que municípios liderados por homens, constatou o estudo ‘Sob pressão: Liderança feminina durante a crise da covid-19’.

      Desenvolvido por investigadores da Universidade de São Paulo, do Instituto Insper e da Universidade de Barcelona, o estudo selecionou 700 cidades brasileiras e concluiu que os municípios dirigidos por mulheres tiveram, em média, 25,5 mortes por 100 mil habitantes a menos do que aqueles em liderados por homens, ou seja, houve uma diferença de 43,7% na mortalidade na pandemia.

      No que se refere a internamentos de pessoas infetadas pelo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a covid-19, os dados revelaram uma redução média de 30,4% até 33%, por 100 mil habitantes nas cidades governadas por mulheres face a cidades governadas por homens.

      O artigo, divulgado em Julho na Social Science Research Network e que ainda aguarda revisão de outros cientistas, também avaliou se as atitudes de líderes populistas como o actual Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, afetou a forma como os cidadãos lidaram com a pandemia.

      Neste ponto, os investigadores descobriram que mesmo as cidades brasileiras em que Bolsonaro teve mais votos nas presidenciais de 2018 e que atualmente são governadas por mulheres registaram menos mortes e hospitalizações por covid-19 face a cidades chefiadas por homens.

      Os investigadores constataram que nos municípios onde Bolsonaro teve mais apoio dos eleitores, o papel dos líderes locais com preferências políticas distintas ajudou no combate a políticas prejudiciais a nível nacional.

      Isto terá ocorrido também porque “diante da decisão entre aplicar medidas de saúde contra a covid-19 ou tentar conquistar os votos dos apoiantes locais do Bolsonaro, nossos resultados sugerem que as prefeitas do sexo feminino estavam mais propensas a priorizar medidas que podem salvar vidas”.

      A investigação apontou que se o Brasil tivesse metade dos seus municípios liderados por mulheres, o número de mortos por covid-19 teria sido 14,17% menor, salvando cerca de 75 mil vidas. Actualmente, menos de 13% das prefeituras do Brasil têm autarcas mulheres.

      O artigo considerou ainda que medidas não farmacológicas como o uso de máscara, limitação da circulação em transportes públicos e proibição de aglomerações foram adoptadas com uma frequência 10% maior em cidades governadas por mulheres. “Portanto, as políticas que aumentam a representação feminina na política, como quotas de género nas listas de candidatos, geram um dobro de dividendos em momentos de crise: aumentar o bem-estar e ao mesmo tempo promover a diversidade”, concluíram os autores da sondagem.

      O Brasil é o país lusófono mais afectado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo ao contabilizar quase 580 mil vítimas mortais e perto de 21 milhões de casos confirmados de infecção pelo SARS-CoV-2.

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau

      DEIXE UMA RESPOSTA

      Por favor escreva o seu comentário!
      Por favor, escreve aqui o seu nome