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      Arrancou “com normalidade” período de campanha eleitoral

      Começou às zero horas de sábado o período de campanha eleitoral, que se vai estender até à meia-noite de dia 10 de Setembro. Tong Hio Fong, presidente da Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL), sublinhou que o início do período de campanha “decorreu com normalidade atingindo os objectivos previstos”.

      Arrancou no sábado o período de campanha eleitoral. Ao longo das próximas duas semanas, as listas candidatas à eleição de deputados podem promover acções de campanha. Na madrugada de domingo, após o início da campanha, Tong Hio Fong, presidente da Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL), falou à comunicação social para alertar os candidatos a respeitarem a lei e as instruções relativamente à pandemia, bem como para instar os candidatos a realizarem as actividades apenas nos locais públicos designados.

      Logo após o início do período de campanha, a CAEAL e a polícia visitaram os vários locais públicos designados para fixação de objectos de campanha e realização de actividades relacionadas, tendo também sido feita uma paragem na Praça do Tap Seac para analisar o controlo do fluxo de pessoas após o arranque oficial da campanha eleitoral.

      À imprensa, Tong Hio Fong asseverou que o controlo do fluxo de pessoas no Tap Seac “decorreu com normalidade atingindo os objectivos previstos”. Por isso, aproveitou para agradecer às listas candidatas pela “compreensão e colaboração”, acrescentando que até àquele momento não se tinha verificado qualquer irregularidade nem foi recebida qualquer queixa.

      O presidente da CAEAL frisou que, para prevenir a epidemia, a lista de candidatura quando estiver nos locais públicos designados, deve cumprir e executar as directrizes dos Serviços de Saúde para a gestão das actividades eleitorais no local, nomeadamente, à entrada, implementar a medição de temperatura corporal, a verificação de código de saúde, garantir o uso de máscara e o controlo do número de entradas conforme o fluxo de pessoas, mantendo uma distância social de um metro.

      O período de campanha termina à meia-noite do dia 10 de Setembro. A CAEAL lembrou também que, no dia 11 de Setembro e no dia do sufrágio, ninguém pode, em nenhum momento, num local público, ostentar ou vestir roupas que permitam identificar determinada lista de candidatura. Por isso, a CAEAL diz estar atenta às máscaras que exibam números, siglas ou símbolos, que podem implicar uma “eventual infracção à campanha”. Relativamente à cor das máscaras, se forem usadas máscaras de uma cor especial fora do período de campanha, a CAEAL vai acompanhar o caso. A CAEAL ressalva, no entanto, que “existem muitos tipos de máscaras disponíveis no mercado, sendo normal que algumas pessoas as usem com cores especiais”.

       

      33 LUGARES DISPONÍVEIS, ENTRE SUFRÁGIO DIRECTO, INDIRECTO E NOMEADOS

      As eleições realizam-se no dia 12 de Setembro. Na corrida do sufrágio directo estão 128 candidatos distribuídos por 14 listas. Há 14 lugares no hemiciclo para os deputados eleitos pela via directa. Recorde-se que os deputados democratas foram impedidos de concorrer pelas autoridades.

      Há ainda cinco listas candidatas no sufrágio indirecto, que elege 12 deputados para a próxima legislatura. Quatro deles são eleitos pelo sector industrial, comercial e financeiro, dois pelo sector laboral, três pelo sector profissional, um pelo sector dos serviços sociais e educacional e dois pelos sectores cultural e desportivo. Há ainda lugar na Assembleia Legislativa (AL) para sete deputados colocados pelo Chefe do Executivo no hemiciclo.

      Segundo a Rádio Macau, estão previstas 241 acções das listas candidatas aos sufrágios directo e indirecto. Todas as actividades de campanha serão realizadas apenas nos 18 locais previamente designados pela CAEAL.

      A lista Força do Diálogo começou a campanha a defender a criação de um mecanismo que sirva para o Governo ouvir, registar e responder às preocupações e anseios da população. Citado pela Rádio Macau, Choi Man Cheng, cabeça de lista, afirmou: “A nossa lista defende a criação de um mecanismo para dar voz às diferentes vozes. Caso os residentes tenham opiniões ou sugestões devem fazê-las e queremos mais respostas do Governo a essas vozes”. Já Agnes Lam, cabeça de lista do Observatório Cívico, reiterou que a prioridade será o apoio às pequenas e médias empresas face à pandemia e a defesa de uma maior transparência do Governo.

      Por outro lado, Angela Leong, que este ano concorre pelo sufrágio indirecto através dos sectores cultural e desportivo, afirmou: “Já fui deputada eleita pelo sufrágio directo durante quatro mandatos. E, em relação ao desporto e à cultura, sabem que eu já fui bailarina”. “Sempre apoiei e participei em associações de desporto e de dança, de barcos dragão e de outros desportos”, afirmou Angela Leong, que tem na sua lista o também deputado Chan Chak Mo.