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      Autoridades assumem que uso intensivo de máscara evitou surto local em Macau

      Pela primeira vez, foi admitido por quem manda que a máscara pode ter evitado males maiores para Macau quando foram descobertos quatro casos locais este mês que levaram a uma testagem em massa da população. O adereço, na grande maioria dos casos, nunca foi descartado pelos residentes de Macau desde o início da pandemia. Outra novidade prende-se com a entrada e saída de pessoas. A partir das 0h da manhã, todos os indivíduos que o fizerem devem ser portadores do certificado negativo do teste de ácido nucleico, emitido nos últimos sete dias, revogando a decisão anterior de exigir o teste emitido nas últimas 48h.

      No dia em que os Serviços de Saúde anunciaram que os indivíduos que saiam e entrem em Macau devem ser portadores do certificado negativo do teste de ácido nucleico, emitido nos últimos sete dias – revogando a decisão anterior de exigir o teste emitido nas últimas 48h -, a coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância de Doença, Leong Iek Hou, admitiu que “Macau teve muita sorte” depois do aparecimento dos quatro casos no início de Agosto. “O uso de máscara é a principal explicação para o sucedido. Cortou, de facto, o meio de transmissão”, admitiu a responsável médica.

      Contudo, Leong Iek Hou acrescentou ainda que o distanciamento social e a higiene individual também ajudaram a que não ocorresse um surto local. “Muitos alertas e muito cuidado, mas ainda temos de aferir concretamente e cientificamente porque é que não houve um surto em Macau depois dos quatro casos.”

      O apelo à vacinação foi, mais uma vez, nota na conferência de imprensa de ontem. Leong Iek Hou voltou a enfatizar que “só com a vacinação é que podemos combater o vírus”. “Dessa forma criamos uma barreira imunológica. O vírus é muito esperto e está sempre a criar novas variantes. Contudo, a vacina, apesar de não retirar a possibilidade de infecção e transmissão, reduz os casos graves da doença e a morte”, afirmou a coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância de Doença

      A taxa de vacinação em jovens dos 12 aos 19 anos aumentou nos últimos dias, passando de 20% para 43,3%, revelaram os Serviços de Saúde que também admitiram um aumento da vacinação em idosos, ainda que ténue, de 20% para 27%.

      Ao mesmo tempo, o Governo prepara um plano de vacinação de proximidade nas escolas, a ter lugar no próximo mês, mas, para isso, ainda é necessário “verificar várias situações nas próximas semanas”. “Vamos ver qual o número de estudantes que quer ser vacinado. As escolas com mais interessados deverão ter uma equipa de vacinação no local, já as escolas com poucos alunos, deverá ser posto à disposição um meio de transporte para levar os estudantes ao local de vacinação, mas ainda estamos a ver o que pode ser feito.”

       

      Ensino superior presencial a partir de 6 de Setembro

      As aulas dos ensinos secundário e superior também foram tema de discussão pelas autoridades sanitárias locais. Conforme planeado, e se não ocorrer qualquer mudança até então, as aulas presenciais do ensino não superior poderão ser retomadas a 1 de Setembro. Já o ensino superior que, entretanto, começa com aulas em formato online, fica autorizado a voltar ao modo presencial cinco dias depois, a 6 de Setembro, revelou o director-adjunto do departamento de Educação e Desenvolvimento Juvenil da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Kong Chi Meng.

      As autoridades exigiram que os alunos do ensino não superior, bem como professores e funcionários, regressassem de imediato à RAEM – ou à residência habitual em Zhuhai ou Zhongshan para estudantes transfronteiriços – 14 dias antes do reinício das aulas. “A grande maioria dessas pessoas já voltou. Após uma avaliação, consideramos que a retomada das aulas presenciais é importante para a normalização da sociedade, com medidas cautelosas de prevenção da pandemia a serem mantidas”, acrescentou o responsável da DSEDJ.

      O Governo assumiu que foram preparados planos de contingência e todos os alunos, professores e funcionários que estiveram fora de Macau, Zhuhai ou Zhongshan depois de 6 de Agosto – mais as pessoas que viveram com eles -, terão de ser testados cinco dias antes do recomeço das aulas.

       

      Situação dos trabalhadores não residentes sem evolução

      Ao contrário do que deverá acontecer na região vizinha de Hong Kong, Macau não pretende, para já, alterar a situação dos trabalhadores não residentes, ou seja, “todos os estrangeiros não podem entrar no território”. As autoridades sanitárias da RAEM relembraram que existe um despacho do Chefe do Executivo vigente que assim o determina, e “tendo em conta que a situação pandémica em países como as Filipinas, Vietname ou Indonésia não está controlada”, não se vislumbram alterações ao status quo.

      A ausência de Macau nos Jogos Paralímpicos de Tóquio também mereceu comentário de Leong Iek Hou. Para a responsável, que admitiu não ter informações concretas sobre o assunto, “não se recomenda a deslocação de pessoas para regiões de médio e alto risco epidémico”. Recorde-se que, depois de oito presenças consecutivas, Macau não irá marcar presença nos Jogos Paralímpicos de Tóquio que começam hoje no Japão e terminam a 5 de Setembro. Ao PONTO FINAL, no final do mês de Julho, o Instituto do Desporto assumiu que “após ponderada situação, não haverá delegação”.

      Dados relativos ao dia de ontem mostram que foram administradas até ao momento 582.592 doses de vacinas contra a Covid-19. 320.034 pessoas foram inoculadas, sendo que a primeira dose já foi administrada a 55.610 indivíduos e 264.424 pessoas estão totalmente imunizadas, com duas doses. Nas últimas 24h, ocorreram sete notificações de eventos adversos (sete eventos adversos ligeiros e nenhum grave, tendo sido quatro casos relacionados com a vacina inactivada da chinesa Sinopharm e três casos da vacina mRNA da germânica BioNTech). Desde o início do programa de vacinação em Macau que ocorreram 2.453 notificações de eventos adversos, tendo sido a sua maioria (2.445) considerados adversos ligeiros e apenas oito graves.

       

      33.º plano de fornecimento de máscaras inicia quarta-feira 

      Os Serviços de Saúde também anunciaram que esta quarta-feira, dia 25 de Agosto, terá início o 33.º plano de fornecimento de máscaras destinado aos residentes de Macau. O período de venda irá decorrer durante 30 dias, até 23 de Setembro, e cada pessoa pode comprar 30 máscaras com um custo de 24 patacas. As máscaras estarão disponíveis para venda nas farmácias convencionadas dos Serviços de Saúde e três associações cívicas (Federação das Associações dos Operários de Macau, União Geral das Associações dos Moradores de Macau e Associação Geral das Mulheres de Macau) num total de 72 pontos de venda de máscaras em Macau. Os estudantes de Macau que prossigam estudos no exterior podem aceder, entre o dia 25 de Agosto e às 17 horas (hora de Macau) do dia 11 de Setembro, à página electrónica da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude e efectuar o seu registo, escolhendo a data e hora da compra, para depois adquirirem as máscaras através dos seus representantes. Até ao momento, o Governo já disponibilizou mais de 200 milhões de máscaras à população de Macau.

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