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      Descartada possibilidade de homicídio no caso da morte do trabalhador nos estaleiros da Galaxy

      As autoridades descartaram ontem a possibilidade de homicídio no caso da queda fatal de um trabalhador não-residente nos estaleiros do Galaxy, no Cotai. As autoridades continuam e investigar o caso e não colocam de parte a possibilidade de suicídio devido a eventuais problemas económicos.

      O caso da morte de um trabalhador nos estaleiros da Galaxy, no Cotai, levou as autoridades a realizarem ontem uma conferência de imprensa especial. As autoridades referiram que depois de uma investigação inicial foi excluída a hipótese de homicídio. Porém, não descartaram a possibilidade de suicídio, visto que há suspeitas que o homem podia ter problemas financeiros.

      A polícia revelou também que o caso continua a ser investigado e que não foram encontrados vestígios ou sinais de “altercações físicas”, nem quaisquer danos no local do incidente. Foi também esclarecido pelo chefe da Divisão de Fiscalização de Riscos, Lei Seak Chio, que o local aparenta ser seguro, onde não é possível haver uma queda acidental por parte dos trabalhadores.

      O homem falecido era de nacionalidade chinesa, e apesar de estar com a empresa há dois anos, trabalhava na instalação de fios eléctricos há apenas meio mês, no rés-do-chão do estaleiro, e não teria qualquer razão, de acordo com as autoridades, para se ter deslocado ao quinto andar do estaleiro, já fora do horário de trabalho. Contudo, como não existem câmaras de CCTV no local, de acordo com as declarações, não existe qualquer registo daquele dia de como ele subiu e posteriormente caiu do local. Foi também revelado que a vítima residia em Macau há quatro anos.

      O representante da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) confirmou que, no próprio dia, depois de ter recebido informação da Polícia Judiciária e dos bombeiros, deslocou pessoal ao local para fazer a sua investigação e suspender todos os trabalhos de altura superior a dois metros. Alertou também à empresa que, para reiniciar os trabalhos, teria que haver um pedido à DSAL, que verificará novamente se há melhoramentos ao local e as condições necessárias para recomeçar o trabalho.

      Recorde-se que o caso ocorreu no dia 16 de Agosto, quando as autoridades foram alertadas para a ocorrência. Após investigação preliminar, foi apurado que a vítima estava a trabalhar na terceira fase do Galaxy Resort no Cotai e que por volta das 9h10 um colega de trabalho encontrou o falecido no corredor das instalações. As investigações constataram também que o homem tinha caído de uma altura de cinco andares.

      Quando encontrado, o homem tinha sangue nas costas e o colega contactou imediatamente o número de emergência 999 para assistência. Após exames médicos verificou-se que o homem tinha fracturas expostas nas costas, perto da cintura e em ambos os cotovelos e tornozelos, que eram lesões consistentes com uma queda de altura. Foi encontrado também junto ao corpo uma corda e um arnês de segurança.