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      Início Política Ella Lei levanta questões sobre desenvolvimento da governação electrónica

      Ella Lei levanta questões sobre desenvolvimento da governação electrónica

      Ella Lei, deputada ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau, apresentou uma interpelação escrita ao Governo onde alerta para o problema das avarias do código de saúde. A deputada deu como exemplo os vários casos de falhas no sistema de saúde electrónico registados recentemente, inclusive em ocasiões de urgência, como foi o caso do primeiro dia dos testes de ácido nucleico em massa, o que acabou por atrasar o fluxo de trabalho e progresso dos testes.

      A deputada Ella Lei instou o Governo através de uma interpelação escrita com três perguntas acerca do sistema do código de saúde, especificamente levantando a questão de como este poderá ser melhorado para reduzir a ocorrência de avarias.

      A primeira pergunta foi acerca de como o Executivo planeia optimizar e actualizar o sistema de código de saúde, recordando as várias avarias no primeiro dia dos testes de ácido nucleico em massa. A segunda pergunta foi sobre o “Acordo-Quadro para a Cooperação Estratégica na Área da Construção de uma Cidade Inteligente” assinado com o grupo Alibaba para promover a construção de uma cidade inteligente e qual o “grande trabalho” já feito até agora em relação aos cuidados de saúde inteligentes, levantando ainda a questão se a construção global da rede e as instalações de hardware do sistema público de saúde têm sido sistematicamente melhoradas.

      Por último, Ella Lei colocou a questão se as autoridades vão ou não desenvolver ou introduzir tecnologia de sistema semelhante ao grupo ferroviário de Cantão para facilitar os residentes que não têm telemóveis ou não os saibam utilizar neste tipo de situações. Recorde-se que foi instalado um sistema de verificação de saúde e prevenção de epidemias 5G em várias estações que permitem aos passageiros digitalizar os seus bilhetes de identidade sem terem de operar em telemóveis, tendo também todas a informações directamente relacionadas com a epidemia, incluindo os resultados dos testes de ácido nucleico de 48 horas e datas de vacinação, exibidas no ecrã do computador em apenas segundos.

      Ella Lei assinala que no primeiro dia dos testes em massa o sistema do código de saúde ficou paralisado durante várias horas, o que afectou o fluxo de trabalho do teste e dificultou muito o progresso, tendo inclusive aumentado o tempo de espera dos residentes. Além disso, apontou também que na passada quinta-feira o sistema do código de saúde esteve em baixo por mais de 45 minutos, não sendo a primeira vez que isso acontecera, segundo a deputada, referindo que já teria sido alvo de alterações nas definições devido a ataques informáticos.

      Visto que o Governo disse que não descartaria uma segunda ou terceira ronda de testes em massa, a deputada espera que as autoridades possam resumir a experiência relevante e lidar com a situação com “bastante antecedência”, especialmente concentrando recursos no desenvolvimento de sistemas como os códigos de saúde, o que facilitará o trabalho no futuro.

      Concluindo, a deputada menciona ainda que com a implementação da governação electrónica há cada vez mais serviços na área médica que estão a ser prestados com a utilização de tecnologias de informação, incluindo a marcação online de vacinas e o acesso a informação de espera e registos médicos através da aplicação do gabinete de saúde, entre outros, alertando, por conseguinte, que ter uma rede de informação sólida “é muito importante”.