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      InícioSociedadeCozinheiro tinha 4.200 fotos tiradas por baixo da saia de mulheres

      Cozinheiro tinha 4.200 fotos tiradas por baixo da saia de mulheres

      Um homem, na casa dos 40 anos, ia habitualmente para a Praça de Ferreira do Amaral tirar fotografias por baixo das saias das mulheres. O residente de Macau, cozinheiro de profissão, foi detido depois de uma mulher o ter denunciado. Durante a investigação, as autoridades policiais descobriram que o homem tinha cerca de 4.200 fotografias do género guardadas.

      Um cozinheiro, na casa dos 40 anos, foi acusado de devassa da vida privada depois de o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) ter verificado que tinha cerca de 4.200 fotografias tiradas por baixo da saia das mulheres. O homem actuava principalmente na Praça de Ferreira do Amaral.

      O caso foi descoberto depois de uma mulher ter denunciado o suspeito na semana passada. Segundo contou o porta-voz do CPSP em conferência de imprensa, a mulher que denunciou o caso estava no elevador de um edifício da Rua de Sintra quando uma das suas amigas se apercebeu de que o homem estava a fotografar por debaixo da saia da queixosa.

      A vítima pediu-lhe para mostrar o álbum de fotografias do seu telemóvel, mas não conseguiu ver nada de anormal. No entanto, quis chamar a polícia e foi quando o homem fugiu. As autoridades policiais, através do sistema de videovigilância, verificaram que o suspeito morava perto da Rua de João de Araújo.

      Na passada terça-feira, o homem foi interceptado, tendo admitido que foi desde 2019 que começou a ver este tipo de fotografia e vídeo na internet. No final de 2020 começou ele próprio a fotografar por baixo das saias das mulheres. O cozinheiro admitiu que costumava frequentar a Praça de Ferreira do Amaral porque acha que ali há muitas mulheres de saia. A polícia apreendeu-lhe dois telemóveis e um tablet onde estavam, no total, cerca de 4.200 fotografias do género. Quatro delas eram da queixosa. O homem está acusado de devassa da vida privada e fica sujeito a uma pena de prisão até dois anos ou uma pena de multa até 240 dias.

      Na conferência de imprensa de ontem a porta-voz da Polícia Judiciária (PJ) detalhou um caso de uma burla online. A vítima é uma mulher, residente de Macau, na casa dos 30 anos, que conheceu na internet um homem, que se tornou seu namorado. O homem disse-lhe que era um militar norte-americano destacado no Iraque e que queria enviar o seu dinheiro para a mulher de Macau.

      O alegado militar americano terá enviado a encomenda com o dinheiro no dia 1 de Julho e houve um suposto funcionário da alfândega chinesa que ligou à vítima a dizer que o pacote tinha sido apreendido, sendo que para o recuperar teria de pagar 10 mil dólares americanos. A mulher transferiu 68 mil renminbi, pouco mais de 10 mil dólares americanos. Mais tarde, foi-lhe pedido que transferisse mais 210 mil renminbi, mas ela só enviou 10 mil. Já na passada terça-feira, o namorado virtual pediu-lhe mais dinheiro, ao que ela respondeu com uma transferência de 51.500 renminbi. Depois de transferir um total de 189.500 renminbi é que a mulher desconfiou de toda a situação e fez queixa à PJ, que está agora a investigar.

      As autoridades deram ainda novidades sobre um caso de um roubo ocorrido numa loja de um edifício industrial nas Portas do Cerco, que ocorreu a 29 de Julho. Na altura foram detidos quatro suspeitos no dia seguinte ao crime e na passada segunda-feira foi detida mais uma suspeita. Esta mulher de 33 anos, do interior da China, era a responsável pelo armazém para onde foram levados os produtos roubados. O valor total do assalto foi de cerca de 2,4 milhões de patacas.